Estudos recentes de revisão da literatura sobre as principais lesões do tênis mostram que a maioria acontece nos membros inferiores (51%), seguidos pelos membros superiores (30%) e pelo tronco (11%). Fatores como empunhadura, peso da raquete, tipo de quadra e intensidade podem influenciar no surgimento das lesões.
Membros inferiores
- Entorse de tornozelo: relacionada à alta demanda de estabilização dessa articulação, por conta dos deslocamentos em diferentes direções;
- Distensões musculares, principalmente do adutor longo: relacionadas a deslocamentos, desacelerações e movimentos repetitivos de alta demanda;
- Menisco medial e ligamento colateral lateral: movimentos bruscos de um lado para o outro impõem estresses significativos de valgo e rotação no joelho.
Membros superiores
- Cotovelo de tenista: afeta mais jogadores novatos e recreativos, pelos golpes de backhand com o punho em extensão prolongada e contrações excêntricas dos extensores, causando microtrauma repetitivo;
- Tendinopatias no ombro e discinesia escapular: ocorrem por uso repetitivo e podem estar relacionadas ao movimento anormal da escápula, a lesões do manguito rotador ou ao GIRD, o déficit de rotação medial do ombro dominante.
Coluna lombar
As causas de dor lombar são inúmeras, mas, no tênis, o saque parece ser um dos principais fatores, devido à sobrecarga repetitiva da coluna.
Quadril
A maioria das lesões no quadril são distensões musculares ou inflamações de tendões e ligamentos ao redor da articulação, pela sobrecarga em atividades como correr, pular e girar.
Estudos apontam que ex-atletas de tênis apresentaram 250% mais sinais de desgaste do quadril em relação a pessoas que não praticavam esportes.



